A Primeira Infância e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

“A primeira infância funciona como aceleradora da Agenda 2030 por atingir o maior número possível de ODS”, defende Samantha Salve, Coordenadora do Núcleo de Desenvolvimento Humano | PNUD Brasil.


Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) abordam questões de sobrevivência humana, tanto em relação a aspectos sociais quanto econômicos, e tomam como premissa a necessidade da união de governos, empresas e entidades do terceiro setor para, em colaboração, sermos capazes de atingi-los até 2030.


Para as empresas que estão instituindo ou amadurecendo suas plataformas ESG (ou ASG em português: Responsabilidade Ambiental, Social e Governança), a Agenda 2030 e os seus 17 ODS são a principal referência, bússola para definição de suas matrizes de materialidade de planejamento e atuação dos seus programas.


E, assim como James Heckman comprovou na tese que lhe rendeu o Nobel de Economia, quando evidenciou que o melhor investimento que uma sociedade poderia fazer é na primeira infância, defendo analogamente o mesmo para as organizações que atuam com o foco ESG.


A lógica é semelhante. As condições de vida nos primeiros anos podem ser as principais causas de problemas sociais complexos. Portanto, para contribuir no atendimento do ODS 1 (Erradicação da Pobreza) ou para o ODS 10 (Redução das Desigualdades), além de políticas distributivas, é necessário dar condições dignas no começo da vida, para que bebês e crianças se tornem adultos com maior desenvolvimento cognitivo, escolar e melhores salários, por exemplo.


Assim também podemos pensar sobre o ODS 3 (Saúde e Bem-estar), inclusive com metas específicas de combate à mortalidade infantil e aumento das coberturas vacinais, ou o ODS 4 (Educação de Qualidade), que defende o acesso à educação infantil de qualidade.


Em suma, um olhar aprofundado para cada Objetivo torna inevitável um olhar para a Primeira Infância. Quando o compromisso com a Agenda 2030 é estrutural e de longo prazo, uma análise das raízes dos problemas logo apontará para a necessidade de priorizar ações para as crianças no presente como melhor estratégia para o futuro. Pense bem. leia no Estadão



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